É consequência dos medos, das solidões, da falta de paz interior ou de confiança em si mesmo. E por estar tão presente em nós, acaba por nem ser notada às vezes.
Somos fracos por dizermos que estamos bem, quando na verdade estamos horríveis por dentro. Somos fracos por não falarmos o que sentimos àquela pessoa, seja ela amada ou odiada. Por não nos contentarmos com pouco, por querermos sempre mais. Por não aproveitarmos direito as oportunidades que ganhamos, por esperarmos demais das pessoas que nos rodeiam e ainda acabarmos quebrando a cara, e feio. Às vezes é tão feio que perdemos um bom tempo tentando nos recuperar. E aí aparece a fraqueza novamente: a dificuldade de recuperação. Somos fracos apenas por existir... Pois para morrer, basta estar vivo. Mas tudo bem, aqui vai um segredo: somos fracos, mas as melhores pessoas são assim. O que seria da fortaleza sem a fraqueza?
What my lips can't say, I just write.
sábado, 11 de junho de 2011
A gente precisa se incomodar menos.
Tem tanta coisa bonita pra gente viver, aprender. Me choco com as coisas que ainda não sei. Quero ler mais livros. Escutar mais músicas. Assistir mais filmes. Quero ter menos preguiça, sentar mais no chão, correr mais pelo parque. Sabe, essas coisas fazem com que eu me sinta livre. Acho ruim a gente ter que se aprisionar. Quero sair de noite, caminhar sem rumo, ficar olhando para o céu. Pode soar bobo, mas isso pra mim é tão importante.
(Clarissa Corrêa)
(Clarissa Corrêa)
domingo, 5 de junho de 2011
De repente.
“Meu Deus! Meu Deus! Como tudo é esquisito hoje. E ontem era tudo exatamente como de costume! Será que fui eu que mudei à noite? Deixe-me pensar: eu era a mesma quando eu levantei hoje de manhã? Eu estou quase achando que posso me lembrar de me sentir um pouco diferente. Mas se eu não sou a mesma, a próxima pergunta é: Quem é que eu sou? Ah, essa é a grande charada.”
Alice no país das maravilhas.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
"Fique mais,
eu gostei de ter você, não vou mais querer ninguém, agora que sei quem me faz bem." (Vanessa da Mata)
domingo, 8 de maio de 2011
Eu, depois você
Eis uma coisa que não consigo entender muito bem... Por que ligamos tanto pro que falam de nós, ou, quando não gostamos de alguém, insistimos em nos importar com ela? Alguma dessas duas questões já aconteceu com você, ao menos uma vez na vida.
Fulano fala que você é falso. Qual a sua reação? Mesmo sabendo que não é, passa o dia com isso na cabeça, martelando incansavelmente à procura de uma resposta para tal opinião. Acontece que as opiniões de muitas pessoas são formadas sem fundamentos. São formadas pela vontade de ser superior, rebaixando o próximo. Formadas de maneira errada e absurda. Vamos lá, não ligue. Não perca seu tempo de vida tentando entender tais princípios relevantes. Pessoas assim não merecem nossa atenção. Pense nelas e diga: "Eu, depois você".
Ou então, Sicrano faz algo que faz você odiá-lo para sempre. Qual a sua reação? Na maioria das vezes, você guarda mágoas. Enxe seu espírito de algo que não lhe faz bem. Passa a perseguí-lo, mesmo que apenas em pensamento. Não vale a pena, sinceramente, não vale. Perda de tempo se revoltar contra alguém que não merece um pingo de sua atenção. Nada seu, nada. Não deixe de viver sua vida para ficar ansioso sobre a vida dele. Não o faça nunca. Pessoas assim nos fazem mal, então devemos tirá-las de nós, jogá-las fora de nosso caminho, esquecê-las. Pense nelas e diga: "Eu, depois você."
Fulano fala que você é falso. Qual a sua reação? Mesmo sabendo que não é, passa o dia com isso na cabeça, martelando incansavelmente à procura de uma resposta para tal opinião. Acontece que as opiniões de muitas pessoas são formadas sem fundamentos. São formadas pela vontade de ser superior, rebaixando o próximo. Formadas de maneira errada e absurda. Vamos lá, não ligue. Não perca seu tempo de vida tentando entender tais princípios relevantes. Pessoas assim não merecem nossa atenção. Pense nelas e diga: "Eu, depois você".
Ou então, Sicrano faz algo que faz você odiá-lo para sempre. Qual a sua reação? Na maioria das vezes, você guarda mágoas. Enxe seu espírito de algo que não lhe faz bem. Passa a perseguí-lo, mesmo que apenas em pensamento. Não vale a pena, sinceramente, não vale. Perda de tempo se revoltar contra alguém que não merece um pingo de sua atenção. Nada seu, nada. Não deixe de viver sua vida para ficar ansioso sobre a vida dele. Não o faça nunca. Pessoas assim nos fazem mal, então devemos tirá-las de nós, jogá-las fora de nosso caminho, esquecê-las. Pense nelas e diga: "Eu, depois você."
Há de passar
"Olhe, não fique assim não, vai passar. Eu sei que dói, é horrível. Eu sei que parece que você não vai aguentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo: arde, depois passa. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. A gente acha que não vai aguentar, mas aguenta as dores da vida. Pense assim: agora está insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou, agora já são dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que há duas linhas atrás. Você acha que não porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já está lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo - é difícil de acreditar, eu sei - vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar. Quando você for ver, passou. Agora não dá mesmo para ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. Como cantou Vinícius: "É melhor viver do que ser feliz". Porque para viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida. A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado para trás, cai. Dói, eu sei como dói. Mas passa. Está vendo a felicidade ali na frente? Não, você não está vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o único jeito de deixá-la para trás é continuar andando. Você vai ser feliz. Está vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que estou falando a verdade. Eu não minto. Vai passar." (Autoria por mim desconhecida).
sábado, 23 de abril de 2011
Até que ponto, meu Deus?
Tudo na vida tem um limite, e creio que todos nós sabemos disso. No momento,as ideias em minha cabeça estão vindo meio embaraçadas... Não sei muito bem por onde começar, foram tantos acontecimentos em tão pouco tempo. Sabe aquele momento em que sua vida muda completamente em um tempo mínimo? Pois é. Mas, vou tentar ao máximo organizar meus pensamentos.
Vivemos buscando a felicidade. Tudo o que fazemos é, de um certo modo, visando o nosso bem, ou bem de uma pessoa querida, para que assim nos sintamos felizes.
Acontece que nem sempre o que é bom ou o melhor para você, é o mesmo para a outra pessoa. Daí você tem que escolher entre ser feliz magoando-a, ou se magoar fazendo-a feliz. Difícil, muito difícil.
E com essa situação, vêm as dúvidas. Até que ponto posso ser feliz, causando a menor quantidade de dor possível na outra pessoa?
Você, então, se desespera (ou perde a paz interior). Não sabe o que fazer, espera a ajuda do destino... Mas o que poucos sabem é que o destino acontece de acordo com as suas escolhas.
E a angústia toma conta de você. Qualquer passo incerto pode prejudicar muito você, ou a pessoa que você quer proteger. O que fazer? Até que ponto viverei isso, meu Deus? Não há como saber. Acho que a única pessoa que, no final das contas, pode dar um jeito nisso, é você mesmo. Deus ajuda, o destino nem tanto, mas a tarefa difícil fica com você. A vida é sua mesmo.
Trata-se de erguer o queixo, procurar soluções. Não me lembro de nenhuma situação ruim que já viví, onde o choro ou o desespero resolveram algo. Só saí delas quando tomei uma decisão. Quando parei para meditar.
Só não podemos esquecer, nesse caso, que estamos querendo o melhor para o outro também. É, eu não vou me esquecer.
Ps: Até que ponto? Até o ponto certo, quando você descobrir, enfim, o que fazer. Creio que essa é a única resposta.
Vivemos buscando a felicidade. Tudo o que fazemos é, de um certo modo, visando o nosso bem, ou bem de uma pessoa querida, para que assim nos sintamos felizes.
Acontece que nem sempre o que é bom ou o melhor para você, é o mesmo para a outra pessoa. Daí você tem que escolher entre ser feliz magoando-a, ou se magoar fazendo-a feliz. Difícil, muito difícil.
E com essa situação, vêm as dúvidas. Até que ponto posso ser feliz, causando a menor quantidade de dor possível na outra pessoa?
Você, então, se desespera (ou perde a paz interior). Não sabe o que fazer, espera a ajuda do destino... Mas o que poucos sabem é que o destino acontece de acordo com as suas escolhas.
E a angústia toma conta de você. Qualquer passo incerto pode prejudicar muito você, ou a pessoa que você quer proteger. O que fazer? Até que ponto viverei isso, meu Deus? Não há como saber. Acho que a única pessoa que, no final das contas, pode dar um jeito nisso, é você mesmo. Deus ajuda, o destino nem tanto, mas a tarefa difícil fica com você. A vida é sua mesmo.
Trata-se de erguer o queixo, procurar soluções. Não me lembro de nenhuma situação ruim que já viví, onde o choro ou o desespero resolveram algo. Só saí delas quando tomei uma decisão. Quando parei para meditar.
Só não podemos esquecer, nesse caso, que estamos querendo o melhor para o outro também. É, eu não vou me esquecer.
Ps: Até que ponto? Até o ponto certo, quando você descobrir, enfim, o que fazer. Creio que essa é a única resposta.
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